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Recalcamento, Recalque e Resistência: Pedras Angulares da Psicanálise – ClinividaRS

Recalcamento, Recalque e Resistência: Pedras Angulares da Psicanálise

Na origem de todo sintoma, de toda psicopatologia, de todo sofrimento psíquico, encontram-se representações recalcadas.

Entretanto, isso não quer dizer que realmente seja essencialmente patológico. Por recalcamento originário Freud designou um tipo de operação na qual

podemos criar condições para que o recalque se faça, mas ele será sempre um processo interno a alguém.

Há uma diferença entre reprimir e recalcar. Uma pessoa pode reprimir outra, no sentido de impedir um ato ou uma palavra da mesma, mas uma pessoa não pode recalcar uma outra. O processo de recalque é, portanto, endógeno(Roza ,Garcia,1995,p.165)

Para Freud, “a teoria do recalque é a pedra angular em que se assenta todo o edifício da psicanálise” (LAPLANCHE, PONTALIS, 2001, p. 432).

Freud distingue um recalque em sentido amplo e um recalque em sentido restrito .

1o Momento: “Recalque originário”ou o primeiro elemento recalcado que não tem acesso à consciência ao qual a pulsão permanece fixada. Fica criado, assim, um primeiro núcleo inconsciente, funcionando como pólo de atração para os próximos elementos a serem recalcalcados.

2o Momento: “recalque a posteriore” é, um processo contínuo, aliado ao primeiro elemento já recalcado no inconsciente.

3o Momento: é o “retorno do recalcado” que, por haver resistência ,a sua manifestação ocorrerá sob a forma de sintomas, sonhos  e/ou atos falhos.

Freud relatou que a doença se instalava porque a emoção desenvolvida nas situações patogênicas é recalcada, o fato em si é remetido ao inconsciente e os afetos ligados a ele, remetidos às inervações.

Essa fixação da vida psíquica aos traumas patogênicos, para Freud, foi um dos caracteres mais importantes tanto da neurose como da histeria. Ou seja, as idéias incompatíveis são remetidas e recalcadas fora do consciente como forma de defesa.

É o recalcamento que dá início, no sujeito, já na tenra idade, à formação e desdobramento do aparelho psíquico.

Os fatos irão sendo arquivados em camadas estratificadas que emergirão pouco a pouco em organização inversa, ou seja, os últimos fatos emergirão primeiramente, enquanto os mais antigos, à medida que se aproximem do núcleo, poderão estar em difícil acesso, devido à resistência em lembrar.

Para Freud, a cadeia lógica corresponde não apenas a uma linha retorcida, em ziguezague, mas antes a um sistema de linhas em ramificação e, mais particularmente, a um “sistema convergente”.

O recalcamento contém pontos nodais em que dois ou mais fios se juntam e, a partir daí, continuam como um só. Em geral, diversos fios se estendem de forma independente ou não, ligados em vários pontos por via laterais, e desembocam no núcleo. Em outras palavras, é notável a freqüência com que um sintoma é determinado de vários modos, ou seja, é sobre-determinado (FREUD, 1987, p. 281).

Em muitos momentos da terapia, os fatos ficarão imersos e, devido à resistência que se infiltra tentando defender o ego, podem tornar dificultoso ou paralisar o trabalho do analista até que o paciente os elzabore na amplitude de seu ego.

“Toda a massa especialmente ampliada de material psicogênico é assim impelida através de uma fenda estreita e chega à consciência”, de acordo com Freud, retalhada em pedaços ou tiras. Cabe ao psicoterapeuta voltar a reunir estes últimos na organização que ele presuma ter existido, como se fora um quebra-cabeça chinês”. (FREUD, 1987, p. 283)

Outra observação feita por Freud foi relacionada com as produções espontâneas do paciente. Toda reminiscência isolada que emerge durante uma dessas análises tem importância. As lembranças que muitas vezes aparentam serem destituídas de importância em si mesmas são indispensáveis como pontes, no sentido de que a associação entre duas lembranças importantes só pode ser feita através delas.

Freud mencionou que, durante o seu atendimento psicanalítico, em muitos dos casos as recordações esquecidas não se haviam perdido. Continuavam cristalizadas no doente, prontas a ressurgir em associação à revivência dos traumas, mas alguma força as detinha, obrigando-as a permanecer inconscientes.

A força que mantinha o estado mórbido se fazia sentir como resistência do enfermo.

Freud ilustrou o processo de repressão e a necessária relação deste com a resistência mediante uma analogia inserida no próprio contexto da sua apresentação pública da Primeira Lição de Psicanálise (FREUD, 1970, p. 27).

Imaginou-se, disse ele, que aqui, neste momento, se acha um indivíduo comportando-se de modo inconveniente, perturbando-nos com risotas, batidas de pés ou conversas, desviando a atenção da minha explanação. Alguns levantam e, após ligeira luta, põem o indivíduo fora da porta. Ele está agora “reprimido” e posso continuar minha exposição. Para que ele não volte a incomodar, alguns se postam diante da porta, como resistências à repetição do fato. Traduzindo os dois lugares, sala e vestíbulo para psique como “consciente” e “inconsciente”, os senhores terão uma imagem mais ou menos perfeita do processo de repressão.

A primeira vista, com efeito, não se percebe como partindo da repressão se pode chegar à formação dos sintomas.

Freud deu então continuidade à analogia, dizendo: “Suponhamos que, com a expulsão do perturbador e com a guarda à porta, não terminou o incidente. Pode muito bem ser que o sujeito, irritado e sem nenhuma consideração, continue a dar o que fazer. Ele não está no recinto, ficamos livres de sua presença, dos motejos, dos apartes, mas a expulsão foi, por assim dizer, inútil, pois lá de fora ele dá um espetáculo insuportável, e com berros e murros na porta nos perturba a conferência mais do que antes. Neste caso, se o presidente do evento assumisse o papel de mediador e pacificador, iria confabular com o nosso intratável companheiro e voltaria pedindo-nos que o recebêssemos de novo, garantindo-nos um comportamento conveniente daqui por diante. Graças à autoridade do nosso presidente, condescendemos em desfazer a repressão, voltando à paz e ao sossego. Essa seria a representação apropriada da missão que cabe ao psicanalista das neuroses.

De acordo com Freud, as resistências muitas vezes se ocultam por trás de notáveis desculpas: “minha cabeça hoje está distraída; o relógio ou o piano ou o som ao lado está me perturbando”.

Aprendi, disse ele, a responder a tais observações: de modo algum, neste momento você esbarrou em alguma coisa que preferiria não dizer. Isso não lhe fará nenhum bem. Continue a pensar nela. Uma informação importantíssima é muitas vezes anunciada como sendo um acessório redundante, como um príncipe de ópera disfarçado de mendigo. Às vezes, o paciente fala: agora me ocorreu uma coisa, mas não tem nada a ver o com o assunto. Palavras como essas, em geral, introduzem a solução há muito procurada.

Freud falou que sempre aguçava os ouvidos quando ouvia um paciente falar de forma tão depreciativa sobre algo que lhe tivesse ocorrido, pois é sinal de que a defesa foi bem sucedida se as representações patogênicas parecem ter tão pouca importância ao reemergirem. Disso ele inferia em que consistia o processo de defesa: em transformar uma representação forte numa representação fraca, em roubá-la de seu afeto.

Assim, uma força psíquica, uma aversão por parte do ego, teria originariamente impelido a representação patogênica para fora da associação e agora se oporia a seu retorno à memória.

De início, seria como estar diante de um muro que obstrui toda a perspectiva, impedindo de ter qualquer idéia de haver ou não algo atrás.

O não saber do paciente histérico seria, de fato, um não querer saber – um não querer que poderia, em maior ou menor medida, ser consciente. A tarefa do terapeuta, portanto, está em superar, através de seu trabalho psíquico, essa resistência à associação.

Freud esclareceu também que, segundo o ponto de vista do recalque, a idéia recalcada persistiria como um traço mnêmico de pouca intensidade, enquanto o afeto dela arrancado seria utilizado para uma inervação somática (em outras palavras, a excitação é convertida), causando sintomas mórbidos, ou seja, tornando-se patogênica.

Entretanto, o paciente, ao reproduzir os fatos posteriormente com a mesma intensidade afetiva, libertará essas mesmas cenas represadas.

O livrar-se do sintoma ou a cura ocorrerá, de acordo com Freud, à medida que o tratamento for atingindo o núcleo do/s trauma/s e for aclarando-se inteiramente.

 

REFERÊNCIAS

FREUD, Sigmund. Cinco lições de psicanálise, 1910. Rio de Janeiro: Imago, 1970, v. XI.

FREUD, Sigmund. Estudos sobre a histeria. 2.ed. Rio de Janeiro: Imago, 1987,    v. II.

LAPANCHE & PONTALIS. Vocabulário da psicanálise. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

MICHAELIS. Dicionário da Língua Portuguesa. 1º impr. São Paulo: Melhoramentos, 2006.

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